sexta-feira, outubro 29, 2010

Nada sinto além disso que me tira o sono.
O que era medo, depois saudade e agora é só uma coisa fria e triste...
Horas estéreis,
mente entorpecida de lembranças que giram feito um carrossel.
Do que é bom, tive tão pouco que nem mais faço questão.
Com quantas mentiras mal contadas se destrói uma paixão?
Com quantas desculpas esfarrapadas se remenda um coração?
Se desmancha a cortina de palavras poéticas que me protegiam da dor,
e me esvaeço
no vento quente de contrariedades absurdas e de uma verdade estúpida.
E eu perco toda a graça.

domingo, outubro 17, 2010

O que é céu, o que é chão, quando não sabemos por onde andamos?
Quando as respostas chegam atrasadas e indefinidas, não há mais porque perguntar.
Contento-me com o silêncio
E o direito de explorar toda extensão de sua pele.
Tímida e mansa,
Mas, com o coração explodindo na garganta,
Afogo-me na ânsia de um grito que desmanchasse essa cena.
Espero a palavra que me traria o sossego,
Mas é cedo ainda e eu vou te amar um pouco mais.
Nunca compreendi a natureza do amor muito bem,
Mas cansei de fugir dele.
Até porque ele nunca me deixou ir muito longe.
Esse amor é um sabotador, que me amarra os pés.
E você está por trás disso tudo,
Seus olhos cheios de fome
E suas mãos que me seguram quando penso em ir embora.
Dividimos segredos, mas calamos o que sentimos.
Precisamos conversar sobre isso.
Você está por trás do meu medo,
Mas também por trás dos desejos mais desmedidos.
Por vezes te assistindo dormir, quis te cobrir com aquilo de que é feito os sonhos
E assim poder te dar a paz que tanto busca.
Nossas horas não cabem no relógio, nosso tempo agente faz.
Mas, é cedo ainda eu vou te amar um pouco mais.
Nossa história é só nossa, mas, por favor, não me deixe vagar sem direção,
Prenda-me ao seu lado, deite-me sob sua luz.
Acalma-se, deixa a vida nos assistir lá de fora
Você é o único que eu quero ver.
Mas não me roube novamente as cores, não vá para longe.
Você já me entende muito,
E isso só me faz querer você mais perto de mim.
Não regue minhas dúvidas, curemos nossas feridas.
Não podemos ser figuras desbotadas numa foto antiga
Há tanta beleza nisso que nos aproxima.
Há a chuva que persegue,
O acaso nos surpreende,
Uma colisão nos tirou a gravidade.
Mas, é cedo ainda e eu vou te amar um pouco mais
Agora minhas mãos estão nos seus cabelos e minha cintura escondida entre seus braços.
Mesmo que voltemos para casa no fim que cada dia, 
Ficaremos juntos no final.

terça-feira, outubro 05, 2010

Rs...

Ah... como eu gosto de gente que ri à toa, ri do nada
Gente feliz, gente bem humorada
E como tem gente azeda de bico franzido e cara amarrada.



    há algum tempo, rabisquei essas frases no meu bloquinho, e nelas deixo mais uma vez explícita minha já declarada atração e devoção ao bom humor.
Evidência muito importante nessa minha admiração aos que se doam à arte do riso é o fato de eu ter como primeira paixão platônica,aos sete anos de idade, um palhaço de circo.
    Palhaço Xereta, figura que me encantou e despertou meus primeiros pensamentos românticos, fazia parte do elenco de um circo bem pequeno que alugava o terreno em frente minha escola primária. Eu o via tanto maquiado nas apresentações, quanto de cara lavada durante o dia. Nascido pra fazer graça, ele era palhaço vinte quatro horas, partiu daí meu encantamento.
O circo voltou durante os próximos dois ou três anos, depois sumiu, e junto a paixão de menina.
    Fui crescendo e só via aumentar o meu interesse por piadas, trocadilhos e pegadinhas. Fazia de tudo pra ficar acordada até tarde pra assistir Viva o Gordo e Chico Anysio show e nas festas de família em vez de ir brincar com as crianças eu ficava perto dos tios que contavam anedotas...
E  a cada dia adicionava mais um humorista à minha lista de ídolos.
     No colégio também, só gostava dos meninos que faziam graça e divertiam o resto da turma e pra andar comigo,tinha que ser engraçado.
     O bom humor passou a ser meu remédio pra manter o equilíbrio diante das dificuldades e contra-tempos da vida, e também fonte inesgótavel de otimismo. Muitas vezes uma risada espontânea e bem provocada pode fazer uma segunda-feira de chuva parecer um sábado ensolarado.
     Rir de mim mesma e dos fatos corriqueiros virou um hábito do qual nunca vou me cansar, até porque só me faz bem, me deixa mais zen...
Mas rir dos outros é minha diversão favorita,tenho meus critérios,não é qualquer bobão que me faz rir, afinal, como em tudo na vida,cada um tem seu gosto. Mas a criatura que tiver uma ironia bem dosada e velocidade de raciocínio pra fazer uma piada de um fato que acabou de acontecer, é a que me ganha mais fácil.
     Hoje as pessoas que convivem comigo são todas elas pessoas leves e divertidas, que vêem sempre o copo meio cheio, isso é praticamente uma condição pra fazer parte da minha vida.Cada um me cativa de um jeito diferente, muitos nem sabem o quanto são engraçados...
     Admito minha baixa tolerância a gente chata e simplesmente detesto quando não riem das minhas piadinhas de pontinho,não suporto quem só fala de tragédia ( a não ser se for pra fazer piada de humor negro) e por favor, não venha me falar de depressão ou crise existencial. 
     Um dia vou escrever meu próprio stand up baseados nos meus micos,que não são poucos, mas enquanto isso vou seguindo uns cinquenta humoristas no Twitter, contando piada por torpedo e decorando frases de caminhão.
E sempre na companhia de pessoas alegres e de bem com a vida... sorria...
 

  

domingo, setembro 05, 2010

Quero ser só eu... e isso é tudo...
Não posso estar com quem eu gosto,mas agradeço por estar com quem gosta de mim...
Minha inconstância me tira do rumo, as vezes, na verdade
poucas ultimamente, mas tenho tido pouco tempo pra arrumar meu baú emocional...
Queria não me permitir mais divagar sobre meus desamores, já tenho tanto com oque me preocupar...
Andei fazendo algumas músicas e escrevendo esses pensamentos soltos. Idéias e sentimentos novos ecoam cá dentro... se confrontam e se devoram...
As vezes dói ,as vezes passa...
Andei sentindo medo também, sensação que tenho raramente e me incomoda muito, mas não me venceu...
Posso cair no choro,como acontesse agora,mas já não sinto medo,nem insegurança... estou longe do desepero,afinal, quem me conhece sabe o quanto luto por minha própia paz...
As vezes dói,as vezes passa...
E graças a Deus a tenho agora comigo...posso estar um pouco triste, na verdade pequena e só...
Só eu e tudo que imaginei e não aconteceu... eu sem o sol que se escondeu denovo atrás das montanhas...
Mas só por agora, só, para pensar mais em mim...
Só, para tentar pensar um pouco menos ... pra desistir de insistir...
Só, mesmo com tantos ao meu redor...
Tenho vivido por dentro...dentro de mim...
Menina pequena olhando pela fresta...
Foram bons meus últimos dias,mesmo eu tensa,espiando lá de dentro... tive dias de sol,sorrisos sinceros e boas notícias...
estou conseguindo ser "eu"... mas isso me custa um preço que inevitávelmente tenho que pagar...
Pra me mostrar do jeito que sou, a a menina que observa tudo queita começou a falar e se mostrar...
E vai perder algumas coisas pra ganhar outras... horas,cores e pessoas...
Tudo mudando mais uma vez...
De dentro pra fora,de fora pra dentro... As mãos que me levam,as mãos que eu solto...
É só mais um final de domingo, que é sempre igual...
Estou ouvindo Pearl jam(black),já não choro, estou cansada,mas ainda tenho paz...
A menina continua pequena,e escondida bordando um novo amor...

sábado, setembro 04, 2010

hoje eu precisei chorar...


Com a idade e as experiências,
aprendi a ser mais calma e controlarimpulsos e emoções...
mas tenho percebido que apesar de não ter me tornado uma mulher insensível,
adquiri uma dificuldade,o choro...
quase não choro mais...nem por bom ou mal sentimento...
nem por susto,raiva ou paixão...
não endureci,nem perdi a doçura,mas não verto lágrimas...
tive um dia cheio hoje,trabalhoso,cansativo e injusto...
triste na verdade...
hoje eu precisei chorar...
mas o choro não apareceu,
nem no canto do olho,nem no embargo da voz...
(mas eu quis chorar...)
hoje eu
tive medo,decepção e frio...
muito frio...
mas não chorei...

terça-feira, agosto 31, 2010

Diva anônima

Canto durante todo o dia, mesmo em silêncio,
canto em pensamento.
Sou estrela no meu palco íntimo,
onde não recebo críticas nem vaias.
Uso constantemente salto alto e
abuso do esmalte vermelho,
além do cabelão solto e maquiagem pesada.
Não me sinto maior ou melhor que ninguém,
apenas sei que sou diferente.
Gosto de me exibir de vez em quando,
mostrar que tenho algum talento;
Mas me mostro para poucos e
sempre fingindo modestia.
Não tenho frescuras e nem exigências excêntricas.
Não sou superticiosa,acredito em Deus,
não me drogo,só bebo um pouco as vezes.
Estou longe dos clichês de popstar,
a não ser por algumas taras secretas.
Nunca quiz ser o centro das atenções,
embora reconheça que eu tenho charme o suficiente.
Não sou de desejar flashes em minha direção,
mesmo que eu saia bem na foto.
Nunca almejei grana nem fama,
muito menos fãs histéricos aos meus pés.
Eu só quero ser bem quista pelos meus amigos,
cuidada pela minha família;
e amada por aquele homem.

domingo, agosto 15, 2010

Presságio



Você vai me fazer doer,
eu sei

A mentira vai acabar com uma história que podia ser bonita de verdade
Sentirei medo, frio e me faltará a fé

Você vai me fazer doer,
eu vejo

Perderei horas em "ais " de lamentação
Assistirei um castelo de areia ser desfeito
pela onda que já vejo crescendo em nossa direção

Você vai me fazer doer,
tenho certeza

Trancarei meu sorriso e perderei o meu brilho
Escreverei em frases desconexas,a dor de um amor triste

Você vai me fazer doer,
e é tão ruim saber disso...

domingo, agosto 08, 2010

Olho a paisagem
Mistura de céu, neblina e serra
Me espreguiço, me esticando na janela
Aproveitando o tanto de luz amarela
Que foge num relampejo pelo fim da montanha
Escurecendo a cena que vejo
No inverno, o sol se ponhe antes das quatro
E neses dias que não duram nada
Fica tarde muito cedo
E eu pálida, murcha e gelada
Me encolho e espero a noite dobrada.

terça-feira, julho 06, 2010

Pensando...

É início de julho , faz frio e de quando em quando chove.
Fiquei por um bom tempo só hoje, e fiquei pensando na vida...
Pensei nos últimos contratempos que tenho enfrentado,
e na minha fé , que tento parar de questionar...
Pensei na tosse do meu filho,que está demorando pra passar
e nas contas que tenho a pagar...
Pensei em escrever sobre meu medo de escadas e linha de pipa,
e em comprar um barrão de chocolate e esconder na bolsa pra comer sozinha...
Pensei no quanto meus irmãos se parecem comigo e me entendem
e no quanto eu gostaria de ter nascido nos anos 60...
Hoje eu pensei em jung, pensei na lua e no vírus Influenza,
pensei no meu dedo quebrado, e nas músicas da Maria gadú...
Pensei sobre o tempo, loucura e morte...
Pensei na minha insônia, na minha mãe e em sapatos novos...
Mas entre todos esses pensamentos,
um insistia em reaparecer de cinco em cinco minutos.
Sozinha e em silêncio, esse pensamento se repetia e me congelava,
Pensei na falta que você me faz,e isso me tirou a paz.
Eu já sabia que gostava muito de você,
mas foi exatamente nesse momento,
que descobri que ainda te amo...